Alunos participantes de duas ligas acadêmicas do Curso de Medicina da Faculdade São Francisco de Barreiras (FASB) deram início a uma importante campanha em prol da saúde da população barreirense: o ‘Maio Roxo’. A primeira edição do projeto foi realizada na praça Castro Alves, em Barreiras, na manhã de sábado (18), com orientações sobre a prevenção das doenças inflamatórias intestinais, testes de glicemia capilar, pressão arterial e os testes rápidos de HIV e hepatites B e C. A iniciativa foi organizada e promovida pelas ligas LAG, de Gastroenterologia, e LASF, de Saúde da Família.

“Conhecemos o Maio Roxo por meio de pesquisas sobre o trabalho de ligas acadêmicas que atuam pelo Brasil. É uma campanha muito importante, devido aos altos índices e a gravidade das doenças inflamatórias intestinais, mas não é tão conhecida como outras, a exemplo do Novembro Azul, contra o câncer de próstata e o Outubro Rosa, que informa sobre o câncer de mama. Então vimos a necessidade de contribuir com a saúde da população, informando sobre esse tema, porque muitas vezes as pessoas têm os sintomas, que são dor abdominal, febre, diarreia com muco ou sangue, e não sabem que podem estar desenvolvendo as doenças”, disse a acadêmica Manoela Castro, uma das organizadoras da ação.

O médico Pedro Ivo Bittencourt Santana, que atua no Posto de Saúde da Família Dr. Eduardo Medrado, acompanhou a atividade e fez uma avaliação. “É importante esse contato com a população, desde o início do curso, para que os estudantes possam desenvolver a percepção e a sensibilidade que o médico precisa ter. Ao médico não é suficiente ter apenas a capacidade técnica, ele tem que compreender os demais aspectos do ser humano para conseguir realizar uma abordagem terapêutica melhor e alcançar os objetivos do tratamento”, disse.

Antonio Porto dos Reis, de 74 anos, aprovou o atendimento recebido. “Meu filho me informou que estavam realizando esses procedimentos por aqui e eu vim participar. É uma boa ação desses jovens, que mostra que vão ser médicos preparados e humanos”, disse. “É o exemplo de que a FASB está cumprindo seu papel social, trazendo para a praça a saúde, gratuitamente. Essa triagem que eles fazem aqui, num posto de saúde pode demorar muito tempo. Os estudantes têm condições técnicas para contribuir com o diagnóstico de alguma dessas doenças por conta do conhecimento que adquirem na faculdade, e, com isso, eles já vão estabelecendo esse laço com a população”, disse Lucivânia Pereira dos Santos, que foi atendida pelos acadêmicos.