A terceira turma do curso de Medicina do Centro Universitário São Francisco de Barreiras (UNIFASB) apresentou, na sexta-feira (29), um mapeamento dos bairros de Barreiras, com objetivo de identificar as condições de saúde dos moradores e a atuação da Atenção Básica promovida pelo município. Além de verificar a ocorrência de doenças, o estudo buscou informações sobre o perfil socioeconômico dos moradores e a situação estrutural das ruas e os serviços públicos disponíveis na área. As agentes comunitárias de saúde que acompanharam os 80 alunos, divididos em grupos de quatro integrantes, durante a realização do trabalho, foram homenageadas no evento.

A professora Lisiane Guimarães Romeiro, coordenadora do projeto, enfatizou os ganhos gerados pela pesquisa. “Esse estudo dá ao aluno uma visão ampliada do que é saúde. É o contato direto com a realidade da população que será atendida por eles. Esse momento indica ao futuro médico que muitas vezes terá de andar sob o sol quente, chuva, com poeira, lama ou qualquer outra condição à qual os pacientes estejam submetidos”, pontuou. A docente disse ainda, que os estudantes estão sendo preparados para o trabalho em equipe. “A valorização da equipe de saúde da família é fundamental. Em cada unidade, atendentes, técnicos, enfermeiros e agentes comunitários de saúde são os profissionais que mais estão por dentro da situação da área atendida, eles são os olhos dos médicos dentro da comunidade”, concluiu.

A coordenadora da Atenção Básica em Saúde do município de Barreiras, Mônica Valéria, participou do evento. “A Atenção Básica é a principal porta de entrada do usuário no serviço de saúde e tem a possibilidade de resolver 80% dos problemas de saúde que afetam a comunidade. É muito importante que o UNIFASB esteja preparando seus alunos para o fortalecimento do vínculo do futuro médico com a comunidade em que ele vai trabalhar”, afirmou.  Ela destacou ainda que o processo de territorialização, inserido no trabalho é de extrema importância para a definição do perfil epidemiológico, o que pode subsidiar a implementação de políticas públicas mais eficazes.

Os acadêmicos, que foram divididos em equipes de quatro integrantes, descobriram muitas das peculiaridades da profissão. “O contato que a gente teve com as famílias nos ensinou muitas coisas primordiais. Nesses momentos, temos que atuar com muito profissionalismo, tendo cuidado com o que falamos e criando uma proximidade nos permita realizar o trabalho. É uma visão diferenciada e humana da profissão”, comentou a estudante Daniela dos Santos. Ao final, a professora Lidiane, que coordenou o trabalho, fez uma avaliação minuciosa, indicando os erros e acertos de cada grupo, considerando a performance na apresentação, as informações coletadas e os mapas produzidos.