A primeira temporada do ‘LASF Inclusiva’, projeto concebido pela Liga Acadêmica de Saúde da Família (LASF) do Centro Universitário São Francisco de Barreiras (UNIFASB), foi concluída na tarde desta quinta-feira (05), na sede do Movimento de Inclusão pela Qualificação do Especial Independente (MIQUEI), instituição dedicada à defesa dos direitos e inclusão social de pessoas com deficiência. As atividades se desenvolveram, ao longo do segundo semestre deste ano, com palestras sobre saúde mental e corporal e atendimento pelos estudantes de Medicina, com o apoio dos exames laboratoriais dos pacientes realizados pelos acadêmicos de Biomedicina da instituição.

Janinne Pires Farias, surdo-cega, professora da MIQUEI, acredita na força da parceria com o UNIFASB que tem o poder de transformar vidas. “Convidamos as pessoas para conhecerem o trabalho, aprender as linguagens, para que também possam colaborar com as nossas ações”, disse, por meio da intérprete, Juliana Jéssica Fernandes. A diretora da MIQUEI, Aida Okawati, percebe os avanços obtidos devido à realização do projeto. “Além da MIQUEI, esse projeto beneficia os alunos e a própria sociedade. Então, é uma troca muito boa”, comemorou. Com o apoio de pessoas e entidades, a MIQUEI promove a formação e a inclusão sociocultural das pessoas com deficiência com aulas de braile, capoeira, música, dança, teatro, expressão artística e criativa.

“Dentro do projeto atendemos pacientes com Síndrome de Down, autismo, hiperatividade, déficit de atenção e retardos diferenciados. Se, por um lado, os estudantes aprendem muito ao acompanhar o atendimento de um médico aos pacientes com deficiência, por outro lado, os pacientes recebem um atendimento cuidadoso e personalizado”, observou a professora Juliana Santana, uma das coordenadoras da iniciativa. Ela enfatizou que o projeto vai contribuir para o futuro do atendimento e tratamento de pessoas com deficiência na região. “Estamos trabalhando com os novos profissionais da área de saúde para um atendimento direcionado para esse público”, finalizou.

Para a professora Marina Siqueira, que coordenou o trabalho dos estudantes, a iniciativa vem promovendo o aprendizado de outras habilidades por parte dos acadêmicos. “Estamos estimulando o aprendizado de libras para aperfeiçoar a comunicação com os pacientes. É, também, um momento propício para que eles percebam a abordagem específica que devemos ter com os pacientes com deficiência”, lembrou. Campanhas nacionais, a exemplo do Setembro Amarelo, Outubro Rosa e Novembro Azul, também fazem parte das palestras e atendimentos médicos no projeto “LASF Inclusiva”.