As ações on-line estão cada dia mais sofisticadas e é necessário ficar mais atendo a esse tipo de golpe 

A palavra golpe remete, no sentido literal da palavra, a um choque físico ou mecânico desferido de uma pessoa para outra. Esse tipo de ação tem se renovado e ganhado características mais requintadas. Uma das formas mais recentes de expressão é por meio de uma das fontes de comunicações mais acessadas na atualidade, o aplicativo de mensagem instantânea "WhatsApp".  

O professor da UNIFASB/UNINASSAU, Msc em Sistema e Computação, Marcos Fenato, alerta que é necessário ficar atento, pois os golpistas usam várias medidas para conseguir as informações que desejam. “Às vezes, os golpistas entram em contato direto com a vítima, pedindo códigos de autenticação gerados por eles para tomar acesso desses aplicativos de um outro aparelho, camuflando sua ação por meio de situações falsas como dizer que a pessoa é ganhadora de um sorteio ou que esse código é necessário para que o próprio aplicativo não seja invalidado, gerando um alarme e levando a pessoa a passar as informações necessárias para ser lesada”, analisa.  

O professor informa que a saída compatível com esse tipo de situação, para não cair nos golpes cibernéticos, se mostra realmente na checagem das informações que chegam. “Se for um pedido de um amigo ou uma transação que o banco manda mensagem requerendo dados, o melhor a ser feito é ligar diretamente na fonte e conferir se aquilo que chegou por meio do WhatsApp ou SMS é verídico”, conta. 

Ainda assim, algumas pessoas acabam caindo no golpe e, no desespero, não sabem como agir, acreditando que, por ser uma ação on-line, a justiça não poderá atuar. No entanto, o professor do UNIFASB/UNINASSAU, doutorando em Direito Constitucional, Marcus Vinicius Faria, explica que crimes como esses tem se tornado mais visíveis e fáceis de serem praticados, mas que é importante saber caracteriza-los, apesar de ganharem nova roupagem não são tão atuais assim, e tem a mesma natureza de crimes de estelionato e contra a honra, muito observados fora do mundo virtual.  “A maior questão é que o acesso às redes sociais têm feito com que esses golpes sejam cada vez mais refinados, de modo que o falsário tenha riqueza de informações e detalhes sobre a vida da pessoa e consiga efetivamente passar despercebido, sendo cada vez mais difícil identificar a autoria dos crimes", pontua o professor Faria. 

Faria fala ainda que existem inúmeras situações que podem ser criadas para que esses golpes cibernéticos sejam realizados, seja por emissão de boletos falsos, links que redirecionam para locais diferentes do que se está à procura, ou até por meio de uma falsa atualização de aplicativo de banco ou de mensagens, de modo que a cautela se mostra a melhor alternativa para se prevenir de situações tão complexas de se resolverem. “Embora a justiça ampare esse consumidor, existem alguns entraves na hora de responsabilizar os culpados, principalmente porque existe uma crescente dificuldade em rastrear os endereços das pessoas por trás desses golpes”, finaliza.

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